Das decisões inevitáveis

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Eu sei que este tema é tudo menos alegre, mas com a morte do meu gato na passada quinta-feira vi-me obrigada a pensar em algo óbvio: o que fazer com o corpo do animal? Entregar no Vet? Entregar no Canil? Enterrar? Cremar?

Bem, no meu caso a Vet disse-me que podia tratar da cremação do corpo, mas que este iria para o Canil Municipal de Lisboa e lá seria incinerado com outros animais. Essa foi logo a opção que descartei, pois a ideia de entregar o corpo do meu gato que eu amei durante tanto tempo (e ainda amo), para ser tratado às três pancadas, fez-me sentir ainda pior.

Por isso decidi ser eu própria a tratar do enterro do animal. Ao inicio pensei em enterrá-lo no jardim da casa dos meus avós no Norte, onde ele adorava ir porque achava que estava no meio da selva e divertia-se imenso, mas fui alertada para o facto de que o enterro de um animal numa área residencial podia resultar numa denúncia dos vizinhos à Polícia e correspondente coima, ou que outros animais pudessem tentar desenterrar o corpo, caso a cova não ficasse bem feita, etc etc. Todo um manancial de problemas que, muito sinceramente, não estava para analisar, muito menos resolver naquele dia.

Entretanto, descobri na Internet o site da Funerária PetStar em Lisboa que basicamente trata de tudo: vão buscar o corpo do animal a casa, tratam da cremação (colectiva ou individual) e caso optem pela individual ainda vêm a casa entregar as cinzas (até fazem velórios de animais, para quem quiser).

Eu optei pela cremação individual e por uma urna especial que pode ser plantada num qualquer quintal e que, com o tempo, acaba por nascer uma planta. Pareceu-me uma forma bonita de honrar o meu gatinho e lhe dar um lugar bonito e digno para descansar. Maluquice ou não, o facto de saber que tratei do "funeral" do meu gato ajuda-me a ultrapassar a dor de o ter perdido e ajuda-me a lidar com o luto, pois sei que ele teve direito a tudo o que eu considero digno após a morte.

Quanto a preços para cremações individuais varia consoante ser cão ou gato, mas no geral não é nada barato, ainda que também não me pareça escandaloso dado que vieram buscar o animal e voltam para devolver as cinzas. Segundo o Sr. que veio buscar o meu gato, a cremação é geralmente feita na Fundação Francisco de Assis em Cascais, onde tratam muito bem dos animais. 

Há sempre a possibilidade de assistir à cremação, mas além de me terem dito logo que não é nada agradável de ver, é algo que dura muito tempo (um gato demora cerca de 4 horas). Sinceramente, não quero assistir à cremação. Acho que só me iria deprimir ainda mais e é algo desnecessário. Eu acredito e confio que me tragam as cinzas do meu gato e não de outro animal qualquer, por isso não há nada que me faça querer assistir à cremação.

Enfim...apesar de ainda estar completamente destroçada com a morte do meu gato, gosto de pensar que apesar do meu gatinho ter morrido que transformou-se numa estrela e ainda posso olhar para ele todos os dias. Dizem que o tempo tudo cura e acredito que ajude a aliviar muito esta tristeza que sinto, mas curar-me não vai curar porque vou ter sempre saudades dele e nunca me vou esquecer dele, nem dos 12 anos que tive o prazer de partilhar com ele.

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