Limites!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tenho andado a rever a série Sexo e a Cidade que está a passar na Fox Life. Adoro a série e não me custa nada rever alguns episódios...uhuh! E estava agora mesmo a ver um episódio, aquele em que a Miranda namora com uma gajo loiro de óculos e que decidiu, uma bela manhã, enquanto ela lavava os dentes, ir fazer o seu xixizinho...com ela ao lado!

Acho que a parte da casa-de-banho deve ser o tema tabu de muitos casais e o momento de maior terror na relação, especialmente para aqueles com relações longas. Eu percebo aquela coisa de querer guardar as partes fisiológicas de cada um para si, mas também não é preciso um alerta vermelho sempre que um quer ir à casa de banho fazer seja o que for. Parece-me que é tudo uma questão de bom senso...o que eu sei que falta a muita gente por este mundo fora.



É verdade, também, que o nível de tolerância a estas questões varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Tenho amigos que não se incomodam com portas de casa de banho abertas, de fazer xixi enquanto o outro está a cortar as unhas dos pés no bidé, de dar um arroto à mesa ou, até, com um eventual traque na cama, mas tenho outros amigos que se ouvissem o parceiro a fazer "plop" enquanto está na casa de banho, de porta fechada, acabavam o namoro na hora e iam fazer terapia.

Novamente...quer-se bom senso! Para mim, não é o Apocalipse se algo do género acontecer, mas também não se pode aceitar como normal e comum. Senão corremos o risco de abrir as portas para uma vida de cholé e flatulência e isso é que não pode ser, meus amigos!

Felizmente não tenho esses dramas com o homem porque ele tem mais pavor a isso tudo que eu. Acho que se ele tivesse uma experiência similar à da Miranda, o mais provável era sair porta fora, chocado e em negação do que tinha acabado de vivenciar. Mas ele também tem sorte porque eu faço as minhas coisinhas em privado e em silêncio, por isso está tudo bem!

Mas não deixa de ser um assunto tabu e que incomoda. Daí que é sempre um stress quando vamos viajar e temos de partilhar uma casa de banho. É que o meu organismo não sabe que estou em modo "date romântico" e, eventualmente, tenho de ir fazer as minhas coisinhas. Tenho é de fazer de maneira a que o homem não repare, o que dá muito mais trabalho do que nos vermos livre de um cadáver e acaba por ser extenuante.

Em suma, por um lado queremos evitar que o nosso parceiro tenha de viver com a parte fisiológica da nossa vida, mas por outro dá muito trabalho esconder tudo sem deixar qualquer vestígio. Isto a longo prazo...é possível ou, eventualmente, lá nos vamos descair? Tenho algum receio disso, admito!

De qualquer forma, mesmo que a minha percepção destas coisas venha a mudar, há limites para tudo e, tal como a Miranda, há coisas que nunca vou estar disposta a tolerar.



Sem comentários:

Proudly designed by Mlekoshi pixel perfect web designs