Domingo foi dia de cinema!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Hello, hello, hello!! Domingo foi dia de cinema e fui ver com o homem - advinhem - The Great Gatsby! Tchan tchan tchan tchannnnnnnn!!!

Bem, eu já tinha lido o livro, de autoria de F. Scott Fitzgerald, há alguns anos e visto o filme na versão de 1974, com o Robert Redford e a  (irritante) Mia Farrow.

Versão de 1974 com Mia Farrow e Robert Redford

Mas estava em pulgas para ver esta nova versão (e quarta adaptação do clássico literário ao cinema) do realizador Baz Luhrmann (realizador de Romeu e Julieta e Moulin Rouge), mais pelo Leonardo DiCaprio do que pelo resto, admito!



Para quem não conhece a história, tudo é narrado pela boca de Nick Carraway (Tobey Maguire aka Spiderman), um aspirante a escritor, que troca o Oeste por Nova Iorque, em 1922, em busca do "American Dream". Chegado à Big Apple, instala-se numa pequena e modesta casa, tornando-se vizinho do misterioso Jay Gatbsy (Leonardo DiCaprio), o milionário de quem todos falam e opinam, mas ninguém conhece verdadeiramente. Isto porque, Gatsby é conhecido pelas suas famosas festas, na sua casa, mas também é conhecido (ou melhor dizendo, desconhecido), por nunca comparecer às mesmas. Daí, a maioria das pessoas que aparecem nas suas festas, não terem sido convidadas pessoalmente pelo anfitrião, nem nunca o terem visto, desconhecendo de quem se trata, por completo.

Nick é primo de Daisy Buchanan (Carey Mulligan), que também mora em Nova Iorque e é casada com o mulherengo Tom Buchanan (Joel Edgerton). E é com o recente convívio familiar com a sua prima, que Nick descobre que o seu marido a trai com a mulher do mecânico - Myrtle (Isla Fisher) -, sem qualquer pingo de remorso e que o casamento de contos de fadas da prima não passa de uma completa e triste fachada. Nick entra no mundo do cunhado e apercebe-se da podridão humana que vive em Nova Iorque, da moral decadente e da vida de excessos que todos levam, mas acaba por ficar cativo das ilusões que este novo mundo dos ricos e extravagantes lhe proporcionam.

Um dia, é pessoalmente convidado pelo seu vizinho Jay Gatsby, para uma das suas famosas festas, na sua casa. Nick estranha o convite, mas comparece e fica impressionado com a exuberância e riqueza da festa. É aí que, pela primeira vez, conhece Gatsby.





Não é dificil perceber que Nick acha Gatsby uma personagem curiosa e misteriosa e que, no fundo, não sabe nada dele, excepto os rumores que correm sobre ele. Mas começa a conhecê-lo, até que descobre o verdadeiro motivo pelo qual Gatsby se aproximou dele: reencontrar-se com Daisy.


Nick descobre que Gatsby foi, outrora, (e)namorado de Daisy e que, desde então (ter-se-iam passado cinco anos), nunca mais a vira, apesar de continuar a amá-la. Também este afastamento de Gatsby, por cinco anos, faz-nos perceber melhor a sua personalidade e o seu sonho.

Ora, Jay Gatsby nasceu pobre e conheceu Daisy quando estava na tropa, mas não tinha, à altura, dinheiro para se casar com ela, especialmente tendo em conta que Daisy vinha de uma família com dinheiro (daí ter casado com Tom Buchanan, um dos homens mais ricos da zona). Assim, Gatsby afastou-se, pedindo a Daisy que esperasse por si, para voltar milionário e digno de ser seu marido. O que ela não fez, e acabou por casar com Tom.

Mas depois acabam por se reencontrar, e Gatsby, iludido, pretende recuperar os anos perdidos e "voltar ao passado", apagando a história de Daisy com Tom, torná-la sua mulher e trazê-la para a sua casa luxuosa, como sempre sonhou. Assim, por uns tempos, eles revivem o seu amor e Gatsby acredita que, finalmente, vai ser feliz com Daisy a seu lado.




Fazem um par fofo!


Durante o filme, Gatsby diz a Nick que desde o momento em que beijou Daisy pela primeira vez, há cinco anos, que se sentia casado com ela e que imaginava todo um futuro e uma vida em conjunto com ela. Daí, todo o seu esforço em enriquecer, ainda que não das formas mais legais.

Sem querer armar-me em critica de cinema, porque não o sou, mas como mera espectadora e conhecedora da obra, acho que esta versão do filme foi fiel à obra, não só nos diálogos, como no desenrolar da história e nos cenários, ainda que totalmente adaptados à visão espectacular e um bocado de cabaret de Baz Lurhmann.

Falando em pontos altos e baixos do filme, e começando pelos últimos, acho que o filme pecou em não ter desenvolvido mais a personagem da Myrtle (a amante do Tom), nem nunca ter feito aparecer a filha da Daisy. Também acho que o Gatbsy de Leonardo DiCaprio é um pouco mais "tolo" e emocional que a versão de Robert Redford, mas não é necessariamente mau, pois mostra um Gatsby mais humano, menos falso e virado para as aparências e sempre com "pinta".



Quanto aos pontos altos, acho que, em geral, tudo é positivo no filme. Gostei dos cenários, da adaptação das personagens, da banda sonora, etc. Para quem já gostou da versão do Romeu e Julieta e do Moulin Rouge, não fica desiludido com esta versão do Grande Gatsby.

Uma das coisas que me espantou, pela positiva, foi não ter odiado de morte a Daisy. Na versão anterior ficamos com vontade ir lá dar-lhe uma sova de tão mimada, irritante e estúpida que o raio da mulher é. Mas nesta versão, ainda que continue a ser uma personagem mimada, egoísta  irritante e volátil, pareceu-me mais compreensível, se é que me faço entender. 

Acho que esta versão é, em si, muito mais romântica. Primeiro porque ninguém consegue ficar indiferente às constantes declarações de amor de Gatsby a Daisy, à maneira como ele olha para ela e a trata bem e faz tudo para a agradar. Mas principalmente porque, no fundo, Gatsby tornou-se no que era, fez tudo aquilo que fez - os negócios, as festas, aproximar-se de Nick, comprar aquela casa gigante, etc - tudo foi feito a pensar em Daisy e naquele ideal de vida que ele sonhava para os dois.



É triste ver como, no fim, só ele é que amava verdadeiramente e ela só queria saber do que lhe era mais confortável e proveitoso, numa total indiferença para com o amor de Gatsby. É por isto que, para mim, é impossível gostar da Daisy.

É ainda mais triste ver como Gatsby, já milionário e a lutar pelo seu amor, continuava a sentir-se inferiorizado por ter sido, um dia, pobre. Foi para ocultar o seu passado desfavorecido que ele deixou que se criasse todo aquele mistério à sua volta, e espalhava uma versão falsa da sua vida para que os outros não descobrissem as suas origens humildes e o descredibilizassem (como Tom fez).

Porém, no fim, ele conta toda a verdade a Nick que, por sua vez, por ter testemunhado em primeira mão a vida da prima com o marido, as infidelidades deste com Myrtle e outras e, posteriormente, o amor de Gatsby por Daisy, consegue ver que, no meio daquela gente toda, Gatsby é a maior vítima, por ser o maior sonhador e o maior optimista e esperançoso de todos.

O famoso carro amarelo de Gatsby

Numa das cenas finais do filme, Nick diz a Gatsby que ele vale mais do que todos os outros juntos, e é verdade. É de partir o coração ver como toda a história acaba, numa injustiça abafada por uma indiferença egoísta que enoja todos os que a conhecem.

Apesar de todas as críticas - boas e más - que o filme tem tido, eu gostei muito. Gostei da interpretação do DiCaprio e até do Nick do Tobey Maguire (apesar da voz de bêbedo dele  continuar a irritar-me). 


É uma versão fiel ao livro e aos outros filmes do realizador e traz mais pormenores à história que me pareciam essenciais para perceber melhor a dimensão e evolução das personagens. Peca, como já disse, por passar algumas personagens relevantes, como a Myrtle, quase a figurantes, mas até percebo o objectivo.

De qualquer forma, o filme vale a pena ser visto, no cinema ou em casa quando sair o DVD, e a banda sonora não desilude, apesar de dispensar as musiquitas do Jay-Z e afins. Vale a pena ouvir a Lana Del Rey, Florence and the Machine e Jack White numa versão brilhante do Love is Blindness dos U2!

Lana del Rey - Young and Beautiful

Jack White - Love is Blindness

E quem já viu o filme, o que achou? Contem-me tudo! Para os que não viram, fica aqui o trailer:



Loved it!

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