Memórias do meu coração

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Noutro dia, à noite, estive com a minha mãe a organizar alguns álbuns de fotografias...e o tempo passou a voar. 
Adoro fotografias, adoro álbuns recheados de fotografias de pessoas que amo, adoro as memórias e adoro a forma como me fazem sentir nostalgicamente feliz. E adoro, particularmente, fotos de família...da minha família! 

A maioria das fotos dos álbuns são minhas e do meu irmão - mal seria se assim não fosse. O que é que isso diria dos meus pais?!

O trabalho mais árduo foi, sem sombra de dúvida, tentar explicar à minha mãe que estava a pôr fotos do meu irmão em bébé, no meu álbum, como se de mim se tratasse (e vice-versa). Foi uma carga de trabalhos: "Mas eu é que vos carreguei na minha barriga e tive de passar pelos partos e estás a querer dizer-me que não vos sei distinguir?"....bem, sim, é exactamente isso que estou a dizer! Mas para evitar discussões lá fiquei com algumas fotos do meu irmão no meu álbum a dizer "M. com 6 meses" lolol!

Nem valeu a pena referir que, apesar da diferença de idades não seja muito grande (5 anos), nota-se a diferença tecnológica das fotos - as do meu irmão têm melhor qualidade (ele é mais novo): 1º porque as capacidades fotográficas da minha mãe melhoraram BASTANTE entre o meu nascimento e o do meu irmão, por isso ele já não apanhou as típicas fotos contra o sol ou aquelas todas desfocadas; 2º porque a qualidade das máquinas também evoluiu e tornou mais fácil a tarefa dos meus pais. Mas nem vale a pena argumentar com a minha mãe nestas coisas. Ela vence-nos pelo cansaço.

Bem, o que queria dizer com isto tudo é que sempre que olho para estas fotos da minha infância, não só penso nas pessoas que estavam comigo e nos momentos que vivi, como, também, nos lugares onde estive e que adorava e faziam parte do meu quotidiano de criança.

Nascida e criada em Lisboa, os lugares da minha infância, naturalmente, continuam a fazer parte do meu dia-a-dia, ainda que não da mesma forma.

Quando era pequena, os meus pais nunca foram de ler histórias para adormecer (embora cantassem...bastante! :x), mas sempre foram pais muito presentes, felizmente para mim. Os meus pais sempre fizeram tudo juntos (ainda hoje é assim), mas tenho várias memórias específicas de cada um deles.

O meu pai era capaz de ver 3 vezes seguidas a Pequena Sereia e sabia as músicas todas de cor e cantava comigo (e sem se queixar...pelo menos à minha frente). 
A minha mãe, sempre que um raio de sol brilhava pela janela, arrancava-me de casa e levava-me a passear para a Gulbenkian e tirava fotografias enquanto eu dava pão aos patinhos do lago. Por vezes o meu pai não podia ir connosco porque estava a trabalhar, mas quando ia fazia-se um autêntico piquenique no jardim e a minha mãe ficava a ler os livros dela, enquanto o meu pai brincava às escondidas comigo.

Também me lembro dos meus pais me levarem às oficinas infantis da Gulbenkian onde fazia teatros de fantoches, ou pinturas faciais, etc (acho que já nem existem, com muita pena minha). Lembro-me de me levarem à Costa da Caparica para visitar os meus avós paternos e irmos à praia para eu apanhar conchas e molhar os pés no mar.
Lembro-me de me levarem ao Jardim Zoológico para dar amendoins aos macacos ou à Feira Popular para comer algodão doce. Lembro-me das viagens de comboio para o Norte para visitarmos os meus avós maternos e da primeira coisa que dizia à minha avó: "Avó, não quero sopa!".
Lembro-me quando o meu pai me ensinou a andar de bicicleta e quando me comprou os meus patins em linha (fiquei super contente!!) e quando me ensinou a nadar. Lembro-me quando a minha mãe me ensinou a fazer mousse de chocolate e bolo de iogurte.
Lembro-me do meu pai me levar à Maternidade Alfredo da Costa para conhecer o meu irmão e dar beijinho à mãe. 
Lembro-me dos meus pais, sempre juntos, em todas as fases importantes da minha vida. E também do meu irmão, embora o pirralho tenha vindo depois e só para estragar a minha paz de espírito (ahaha)!








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