A arte de saber beijar

sábado, 6 de abril de 2013

Hoje é sábado, o dia esteve bonito, o sol brilhou, tudo muito bonito até eu ir ao 9GAG e ver isto:

Beijo boca de peixe

Well...por onde é que eu devo começar?

Em tudo o que se faz neste mundo, há quem o faça melhor que outros e beijar não é excepção. Não é preciso tirar nenhum curso em como beijar (ou em como beijar melhor), mas há pessoas que, pelos vistos, desconhecem os mínimos básicos de higiene e de como proporcionar uma boa experiência à outra parte.

Existem vários tipos de beijos e coitada de mim se fosse falar de todos. Vamos cingir-nos aos beijos à séria (sim, com língua) e aqueles que ninguém está para aturar...ou seja, os piores de sempre.

Eu, felizmente, desde que comecei nas andanças dos beijos por volta dos 14 anos (os da primária não contam), não tive experiências traumatizantes, mas sei distinguir os beijos que gostei, dos que achei "hmmpf...ok!", e dos que achei "errr...não vamos repetir isto sff!". E mesmo sem ter experimentado todos os beijos péssimos que existem (Graças ao Altíssimo!), consigo enunciar os que, para mim, são os piores dentro dos piores:

1) O beijo múmia: é assim...está bem que as pessoas podem estar nervosas (principalmente se for o primeiro beijo), mas nada pior do que ficar com a boca parada e dura estilo uma múmia. Os beijos exigem alguma acção e movimento...a não ser que estejamos a beijar um cadáver e isso não é muito normal (aconselharia a irem a um psiquiatra). Por isso...beijar exige que se mexa a boca, e a língua, mas em moderação.

2) O beijo broca: Quando dizemos que o beijo quer-se dinâmico e com acção, não queremos dizer, porém, que queremos uma montanha russa a acontecer dentro da boca. CALMA!!! Ninguém está para aturar beijos que mais parecem as brocas do dentista quando nos está a limpar as cáries dos dentes. A língua deve-se mexer, sim, mas não em exagero, de modo a que não fiquemos com náuseas.

3) O beijo língua morta: Este faz parte da mesma família do beijo múmia, mas ainda é pior porque parece que a língua morreu. A língua é para mexer, em moderação, e não para estar sem fazer nada como um adereço. Mexam-me essa língua  não furem nenhum dente, mas também não fiquem ali a pagar frete com as bocas abertas, uma contra a outra, a soprar lá para dentro. É ridículo demais.

4) O beijo deserto: convém, antes de começar a beijar, que a boca esteja minimamente húmida. Não dá para beijar gente cheia de cieiro ou com os lábios mais secos do que aqueles que passam um mês no deserto. Se estão com cieiro ou com os lábios super secos, ponham um bocadinho de batom para o cieiro ou, simplesmente, humedeçam um bocadito os lábios. É muito mais agradável.

5) O beijo aquário: da mesma maneira que não queremos lábios secos, também não queremos lábios a escorrer baba. É nojento! Por isso, a não ser que sofram de hipersalivação (e aí devem ir ao médico), façam favor de limpar a boca e não babem a cara do vosso parceiro como se fossem um São Bernardo. 

6) O beijo boca de peixe: Esse, para mim, deve ser o pior de todos. Ninguém aguenta quase morrer sufocado com um beijo ou ser engolido pela boca do outro. Além de nojento, é perigoso para a nossa saúde e, em alguns casos, se demorar tempo demais, podemos correr risco de morte por asfixia.

Os beijos são para serem boas experiências, suaves e doces e não uma tentativa de homicídio. Por isso tenham lá calma e nada de babar, morder ou asfixiar as vossas caras-metade com beijos de treta.

Se conhecerem mais tipos de beijos a evitar a todo o custo, ou tiveram alguma experiência traumatizante, estão à vontade para partilhar :)

You`re welcome!


1 comentário:

Anónimo disse...

Existe também quem enquanto beije morda a língua LOL

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