Oz the Great and Powerful

domingo, 24 de março de 2013

Ontem fui com o homem ver o OZ the Great and Powerful (Oz o Grande e Poderoso) em 3D. Isto não é nenhuma crítica cinematográfica (calma!), mas apenas a minha humilde opinião sobre o que gostei e o que me deu sono no filme. AH!!! Atenção!!! Para quem ainda não viu o filme é melhor não ler este post, não vá ficar chateado comigo por causa dos spoilers (só tem alguns).


O filme é baseado na obra de L. Frank Baum e trata-se da prequela em homenagem ao clássico cinematográfico de 1939 The Wizard of Oz (O Feiticeiro de OZ), que todos conhecemos. Passa-se cerca de 20 anos antes da chegada de Dorothy à Terra de Oz e tem como personagem principal Oscar Diggs (James Franco), um mágico charlatão do Kansas. Da mesma maneira que Dorothy chegou a Oz por causa de um furacão, também Oscar Diggs, mais conhecido como OZ, chegou de balão que foi apanhado por um tornado e o conduziu à Terra de Oz.
Quando chega à mágica Terra de Oz, o mágico conhece três bruxas: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz), e Glinda (Michelle Williams).

Glinda (Michelle Williams), Theodora (Mila Kunis) e Evanora (Rachel Weisz)

Theodora é a primeira das três bruxas a conhecer Oz e fica convencida que ele faz parte da profecia da terra que prevê a chegada de um feiticeiro muito poderoso, com o mesmo nome que a Terra...Oz. Ela está convencida que é este feiticeiro que vai, finalmente, matar a Bruxa Má e trazer de volta a paz à Terra de Oz, tornando-se seu Rei. Para tal, basta seguir the yellow brick road até à Cidade Esmeralda onde pode reclamar o seu trono e derrubar a Bruxa Má. Pelo caminho, ela apaixona-se por Oz e este cruza-se com o macaco voador Finley (Zach Braff) e com uma boneca de porcelana (Joey King) que se tornam seus companheiros nesta jornada.
É um filme que dá ares ao Alice no País das Maravilhas, não só porque ambos têm uma personagem principal que "aterra" num país totalmente novo e estranho, como ambos têm um papel essencial na história (são uma lenda ou fazem parte de uma profecia), e ainda porque ambos salvam aquele país à medida que se vão ambientando ao local, conhecendo novas personagens e vivendo aventuras que nunca imaginariam alguma vez vivenciar. É, também, em ambos os filmes, uma viagem de crescimento pessoal: não só Alice aprende mais sobre si e descobre a sua verdadeira força no País das Maravilhas, como Oz descobre, na Terra de Oz, que afinal não é tão má pessoa como se achava ao inicio e tem bondade em si.
Em termos de cenários, são, também, filmes muito parecidos. Os cenários de Oz são, maioritariamente, feitos a computador, o que é normal. Mas a verdade é que todos aqueles cenários maravilhosos que aparecem no filme não são mais do que uma mera ilusão...o que é pena. 
Já a boneca de porcelana é um dos pontos altos do trabalho mágico dos computadores. Eu acho que a boneca está perfeita e parece mesmo verdadeira...dá vontade de ter uma cá em casa (embora lhe faltasse a parte essencial...falar). 

O enredo do filme está bem construído e é cativante, mas torna-se bastante previsível. 
Quando Oz chega à Cidade Esmeralda para conhecer Evanora (a irmã de Theodora), toda a gente na sala percebeu, de imediato, que é ela a bruxa má e não Glinda, como tentam convencer Oz.
Este, por sua vez, só descobre a verdade quando vai à procura de Glinda com a intenção de a matar. Aí ele percebe que a verdadeira bruxa má é Evanora e que ela o quer matar para ficar com o trono de Oz.
O que Oz não contava é que Evanora desse a volta à cabeça da sua irmã Theodora, que se tinha apaixonado por Oz e estava convencida que ia ser sua Rainha, de que o mágico a estava a enganar e não a amava (o que não é totalmente falso). A verdade é que Evanora convence Theodora a comer a maçã que lhe "secará" o coração e a tornará, no fundo, uma bruxa má. Quando Theodora come a maçã apercebe-se que a sua irmã Evanora é a bruxa má e que toda a história sobre Glinda era falsa. Contudo, isso não impede a sua transformação.

E que transformação...vemos a Mila Kunis a transformar-se numa versão feminina do Goblin do Spiderman (ela até atira bolas de fogo e tudo). Para ser sincera, a caracterização da Bruxa Má do Oeste (Mila Kunis) ficou um bocado aquém daquilo que era expectável para a personagem que desempenha. Não é por acaso que a Bruxa Má do Oeste é uma das vilãs clássicas da história cinematográfica e eu lembro-me que quando era piquena, a tipa assustava-me um bocado (admito). Mas duvido que a bruxa de Mila Kunis assuste uma mosca. Não só porque a cara dela é esquisita e não suficientemente assustadora, mas também porque a vestimenta é demasiado sexy para uma bruxa feiosa e assustadora. Ninguém reparou que a mulher está a usar um corpete preto e tem as mamocas verdes para fora? É suposto achar-se a bruxa má do oeste sexy estilo cristiano ronaldo (corta-se a cabeça e está tudo ok?)? Eu acho que não! Esse é um dos pontos fracos do filme...a bruxa não me convenceu.

A bruxa 2013....hmmm!!!
A bruxa original....MEDO!













Além disso, para os fãs de Family Guy, é impossível ouvir a Mila Kunis e não imaginar a Meg (daí o homem ter estado o filme todo a dizer "Shut up Meg!"). No fundo, a Bruxa Má do Oeste...é a Meg! ahahahaha!
Mas com isto não quero dizer que não gosto da Mila Kunis, atenção!!! Alto e pára o baile! Eu gosto dela, só acho que ela não é "wicked witch material"...é boazinha demais para isso. Talvez fosse esse o objectivo do filme...mostrá-la como uma personagem boazinha e apelar ao coração do público e torná-la má mais lá para o fim do filme por motivos compreensíveis. O que o filme nos mostra é que ela só se tornou má porque Oz, que não vale um caracol em termos amorosos - é um playboy - partiu-lhe o coração (e Evanora foi lá espezinhar mais um bocadinho). Por isso, no fundo, a sua base é boa e todos temos pena dela. 
Daí Oz dizer no fim do filme que sabe que ela tem bondade dentro do coração e que quando se aperceber disso é bem-vinda de volta à Cidade Esmeralda. Mas para quem viu o Feiticeiro de Oz, já sabemos que isso não vai acontecer!
A banda sonora do filme é muito gira...só podia, é da autoria do querido Danny Elfman :) Não me desiludiu! 
O filme é muito divertido e vale a pena ver em 3D. Eu gostei e recomendo e quando sair em DVD vou comprar. E vocês, o que acharam do filme?

Para os que ainda não viram e leram isto à mesma, aqui fica o trailer:






1 comentário:

Anónimo disse...

Curiosamente a Judy Garland, a pita do primeiro OZ, veio a morrer com 47 anos. Ora, o filme do Wizard of OZ estreou em 1939. Já o novo estrou em 2013. Quer dizer que entre a estreia de ambos os filmes decorreram 74 anos. Ou seja, a idade com que morreu a Judy Garland mas ao contrário.
Tendo em conta que não há coincidências, isto apenas pode significar uma coisa. Eu é que não sei bem qual é.

Proudly designed by Mlekoshi pixel perfect web designs